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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

FUTA-KUCHI-ONNA



Futa-kuchi-onna  é um youkai (classe de criaturas sobrenaturais do folclore japonês que inclui demônios, monstros e espíritos) . Caracterizam-se por terem duas bocas, a normal e uma outra na nuca, por debaixo do cabelo, onde o crânio da mulher se divide, formando lábios, dentes e língua, criando uma segunda boca.

Na mitologia japonesa e no folclore, a futa-kuchi-onna pertence à mesma classe de histórias que a rokurokubi, kuchisake-onna e a yama-uba, mulheres amaldiçoadas ou com doenças sobrenaturais que as transforma em youkai. A natureza sobrenatural das mulheres nestas histórias é geralmente mantida em segredo até o último minuto, quando o sua forma verdadeira é revelada.

A boca extra exige comida e se não for alimentada, grita e causa grande dor à mulher. Finalmente o cabelo da mulher começa a mover-se à semelhança de serpente, permitindo que a boca se alimente.

Uma futa-kuchi-onna é uma mulher que deixa o filho de um casamento anterior de seu marido morrer de fome enquanto alimenta sua própria prole; presume-se que o espírito da criança negligenciada aloje-se no corpo da sua madrasta para vingar-se. Em outra versão da história a boca extra é formada quando uma mulher é ferida acidentalmente na cabeça pelo machado de seu marido enquanto ele corta madeira e a ferida não se cura.

Outra versão ainda diz que a futa-kuchi-onna é uma mulher que nunca come, procurada como esposa por um homem avarento. Enquanto nenhum alimento passa através de seus lábios normais, a boca na sua nuca consome duas vezes o que outra consumiria.

A versão mais comum da história de uma futa-kuchi-onna diz que em uma pequena vila vivia um homem avaro que mantinha-se solteiro por não poder pagar pelo alimento de uma esposa. Um dia ele encontrou uma mulher que não comia a qual tomou por esposa imediatamente. Como nunca comia e ainda trabalhava duro, o velho ficou muito satisfeito com ela, mas por outro lado, notou que seus estoques de arroz estavam diminuindo. Um dia o homem fingiu sair para o trabalho, mas permaneceu escondido para espionar sua esposa e viu horrorizado seus cabelos levarem o arroz até a boca na nuca dela como tentáculos.

GASHADOKURO



Gashadokuro é um youkai, uma criatura da mitologia japonesa, descritos geralmente como esqueletos gigantes, geralmente quinze vezes maior do que o normal. Gashadokuro parece com um humano, ele agarra e morde seus oponentes a menos que fugiam bem rápido. Gashadokuro é criado a partir dos ossos das pessoas que morreram de fome.


ROKUROKUBI



O Rokurokubi é uma criatura do folclore japonês. Durante o dia eles tem uma aparência humana, mas durante a noite eles ganham a habilidade de esticar o pescoço, alcançando uma grande altura. Eles também podem mudar a face para uma face de oni (ogro) para espantar os mortais mais facilmente. 

Durante o dia, os rokurokubi aproveitam a forma humana para viver sem ser notado pelos humanos. Vários rokurokubi se acostumam a viver na sociedade mortal, criam planos e escondem suas formas demoníacas. Eles são metamorfos por natureza, e geralmente não resistem e espionam a vida dos humanos. Algumas vezes os rokurokubi revelam sua forma verdadeira para os alcoólatras, bobos da corte, pessoas dormindo, ou cegos. Alguns aumentam seus pescoços enquanto dormem como uma ação involuntária.

Em algumas lendas, rokurokubi são pessoas normais que foram transformadas pelo karma ou por quebrarem vários conceitos budistas. Em outros contos os rokurokubi comem pessoas e bebem sangue humano.

Tanuki as vezes imitam rokurokubi quando estão pregando peças nas pessoas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

KAMAITACHI




Kamaitachi  — é um monstro do folclore japonês. Kama significa foice e Itachi, doninha. Este monstro estaria associado a cortes que as pessoas sofrem quando são atingidas por um golpe de ar frio. Este corte seria supostamente muito fraco a ponto de inicialmente não machucar, porém, invariavelmente, o corte ficaria infeccionado.

O monstro possuiria a forma de uma ou mais doninhas com dentes afiados com mãos em forma de foice (ou, em algumas versões, segurando foices) que cortariam suas vítimas com extrema rapidez. Na versão mais tradicional da lenda, três doninhas seriam responsáveis pelo ataque: a primeira imobiliza a vitima, a segunda faz corte e a terceira é responsável por aplicar as técnicas que impedirão o sangramento externo. Dessa maneira, a vítima não perceberia a gravidade do ferimento, e, eventualmente, viria a falecer.