sexta-feira, 4 de novembro de 2016

VELHO DO SACO



O velho do saco ou homem do saco é uma personagem popular utilizada por adultos para amedrontar crianças e forçar-lhes a obedecer a suas ordens e se comportar.

Segundo a lenda, as crianças levadas pelo velho eram aquelas que estavam sem nenhum adulto por perto, em frente às suas casas ou brincando na rua. O velho pegaria a criança caso ela saísse sem ninguém de dentro de casa. 

Em versões alternativas da lenda, em vez de um velho, o elemento que levava as crianças era um cigano e, em versões remotas, esse velho ou o cigano levava as crianças para sua casa e fazia com elas sabonetes e botões. Não há evidências exatas de quando se deu o início das lendas, mas há uma estimativa histórica de que teria sido com a chegada dos ciganos ao Brasil. A migração do povo Cigano para as Américas se deu no fim do Século XIX. Sem Pátria, num mundo onde tudo se transforma com uma velocidade cada vez maior, o povo cigano viveu durante muito tempo marginalizado da sociedade e desenvolveu-se uma aversão da população a esse povo, tachando-os de ladrões, sequestradores e vadios. No início do surgimento da lenda do Velho do Saco, os pais amarravam uma fita vermelha na perna da cama da criança indesejada e o velho do saco passava a noite de casa em casa, se houvesse uma fita vermelha na perna da cama o velho do saco poderia levar embora a criança em questão. Essa história era a versão original da lenda do velho do saco, os pais a usavam para assustar as crianças ou para forçarem as crianças a serem obedientes. 

COMADRE FULOZINHA

Comadre Fulozinha, ou, em algumas regiões, Mãe da Mata, é uma personagem mitológica da zona da mata de Pernambuco e da Paraíba, no nordeste brasileiro. Muitas vezes a lenda é confundida com a da Caipora, ou considera-se que seja uma variação da mesma, e, em alguns lugares, acredita-se que ambas sejam o mesmo ser.

O nome atribuído à criatura pode ser na verdade "Comadre florzinha", mas devido aos habitantes pronunciarem-no com o típico sotaque do nordeste, acabou sendo mais difundido o "fulozinha"

A Comadre também pode assustar quem esteja andando a cavalo na mata e não deixe a oferenda. Ela amarra o rabo e a crina do animal de tal forma que ninguém possa desatar os nós. A ela também são atribuídos "causos" semelhantes contados pelos anciãos das regiões rurais, onde os rabos dos cavalos no estábulo amanhecem amarrados da mesma maneira.

Em algumas regiões do Brasil também é conhecida como uma entidade que protege a floresta[1], daí sua semelhança com a Caipora. Até hoje são comuns relatos de pessoas que presenciam suas aparições nas zonas de floresta.

No culto da Jurema na Paraíba ela é considerada uma entidade divina e tem caráter ambíguo, agindo para o mal e para o bem.

Segundo a lenda, Comadre Fulozinha é o espírito de uma cabocla de longos cabelos negros que lhe cobrem o corpo. Ágil, e que vive na mata defendendo animais e plantas contra as investidas dos destruidores da natureza. Gosta de ser agradada com presentes, principalmente mingau, confeitos, fumo e mel. E quando agradada, logo faz que a caça apareça para quem lhe ofereceu o agrado e também permite que este consiga sair da mata.

Tem personalidade zombeteira, algumas vezes malvada, outras vezes prestimosa. Diz-se que corta violentamente com seu cabelo aqueles que a mata adentram sem levar uma quantidade de fumo como oferenda e também lhes enrola a língua. Furtiva, seu assovio se torna mais baixo quanto mais próxima ela estiver, parecendo estar distante. Ela também gosta de fazer tranças e nós em crina e rabo de cavalo, que ninguém consegue desfazer, somente ela, se for agradada com fumo e mel.

Conta a lenda que a Comadre Fulozinha era uma criança que se perdeu na mata quando ainda era pequena, ela procurou o caminho de volta para sua casa mas não achou e acabou morrendo, e seu espírito passou a vagar pela floresta em busca do caminho de volta para casa.

REDCAP (BARRETE VERMELHO)



O RedCap (também chamado de barrete vermelho) é descrito como um duende malévolo ou um elfo caracterizado pelo seu chapéu vermelho-vivo, sua baixa estatura e seus olhos escarlates, presentes nas mitologias celta e escocesa.

Barretes vermelhos também podem ser chamados de chapéus sangrentos, pelo fato de matarem suas vítimas e depois tingirem o barrete com seu sangue. Um barrete vermelho é um duende pérfido do folclore inglês que assombra as ruínas de castelos onde batalhas sangrentas aconteceram.

Eles não hesitam em matar visitantes que se aproximem demais dos castelos que assombram, caso contrário, seu barrete perde a cor e o duende não tarda a morrer. Mas felizmente há uma coisa que repele os barretes vermelhos: ler a Bíblia ou outra escritura sagrada em voz alta. O barrete dará um grito agudo e alto e desaparecerá, deixando um de seus horríveis dentes.

Seu mito corre nas regiões fronteiriças da Escócia.


FANTASMA DE BOTUJURU



O fantasma de Botujuru é uma lenda sobre o fantasma de um engenheiro assassinado, Henry J. Beeck, que supostamente assombraria parte da linha 7- Rubi da CPTM, mais especificamente o túnel entre as estações de Francisco Morato e Botojuru. A lenda é baseada em diversos em fatos reais, contando, por exemplo, com uma placa in memoriam colocada em uma das entradas do túnel.

A lenda diz quando a ferrovia estava sendo construída, a construção do túnel de Botujuru era chefiada pelo então Engenheiro Chefe Henry J. Beeck, que era inglês e empregado da São Paulo Railway. O sistema de trabalho imposto por Beeck seria particularmente enérgico, com pequenas faltas dos empregados sendo punidas com medidas disciplinares, humilhações e ofensas pessoais. A maneira de Beeck lidar com os trabalhadores levou o engenheiro a ser odiado por todos que trabalhavam em sua equipe. A raiva dos funcionários levou ao sentimento de vingança e a um complô para eliminar o chefe que tanto os atormentava. Finalmente, no dia 23 de abril de 1898 os trabalhadores teriam realizado uma emboscada e, próximo ao túnel, o engenheiro teria sido surpreendido e assassinado a sangue frio. Depois do assassinato, os trabalhadores teriam enterrando o seu corpo na mata. Existem várias versões sobre o paradeiro do corpo do Engenheiro, uma delas diz que o corpo nunca foi encontrado. Outra hipótese é de que o corpo foi encontrado e posteriormente sepultado ao lado do leito da linha férrea, onde hoje existe uma uma lápide com o nome do Engenheiro e na entrada do túnel um local para serem colocadas velas para a alma atormentada do engenheiro. 

A lenda conta ainda que devido ao crime bárbaro, desde de datas antigas, fatos sombrios que ocorrem na região do Túnel de Botujuru. Conta-se que ainda hoje em altas horas da noite pessoas relatam ouvir os ruídos das batidas de uma pá contra a terra, gemidos e o barulho de um corpo caindo em uma cova. Outros relatos dizem que no trecho compreendido pelo túnel de Botujuru, em noites com muita neblina, pode ser visto o vulto de Beeck que flutua sobre o leito da ferrovia, como se estivesse procurando por algo ou inspecionando a ferrovia. O mesmo vulto já foi visto parado na entrada no túnel, como se vigiasse a entrada e as pessoas que adentram o local.

Assim como várias lendas, a lenda do Engenheiro assassinado é baseado em fatos reais. Na entrada do túnel, ao lado da linha férrea, existe uma lápide onde pode-se ler os dizeres em Inglês “In Memorian - Henry J. Beeg - Assassinated April 23, 1898”.

Embora a datada de 1898 seja bem posterior à construção da ferrovia (foi finalizada em 1867) e não corrobore a versão do engenheiro supervisionando a construção, de fato no final do século XIX o Túnel de Botujuru, então conhecido como Túnel Belém, passou por uma duplicação, sendo construído um segundo túnel paralelo ao original. [3] E, assim como na lenda, havia um o engenheiro inglês responsável pela obra chamado Henry J. Beeg e não "Henry Beeck". Outro fato que coincide com a lenda é o assassinato deste engenheiro por um funcionário, possivelmente motivado por atritos trabalhistas. Beeg foi morto em seu escritório, próximo ao túnel, com um tiro no tórax e outro na cabeça na noite de 23 de abril de 1898. O inquérito do crime apontou o italiano Antonio Madaloni, que trabalhava como carpinteiro pro empreitada, como possível autor. Segundo uma notícia veiculada no jornal Estado de São Paulo, a investigação constatou que antes do assassinato Beeg havia demitido Madaloni e cancelado o contrato de empreitada sem qualquer ressarcimento e uma espingarda encontrada próxima a cena do crime foi apontada por pessoas interrogadas como sendo pertencente ao empregado demitido.

Ao contrário do que diz a lenda o corpo do engenheiro foi encontrado e levado a São Paulo.

SPRING HEELED JACK



Spring Heeled Jack (também conhecido como Springheel Jack e Spring-heel Jack, entre outros) é um personagem do folclore inglês que supostamente existiu durante a era Vitoriana, sendo capaz de saltar de alturas extraordinárias. O primeiro testemunho de alguém que teria avistado o personagem data de 1837. Testemunhos posteriores espalharam-se por toda a Inglaterra, de Londres a Sheffield e Liverpool, apesar de prevalecerem especialmente nos subúrbios de Londres e nas Midlands e Escócia.

Muitas teorias foram propostas para definir a natureza e identidade do personagem. A lenda urbana de Spring Heeled Jack ganhou imensa popularidade em sua época devido aos relatos de suas aparições bizarras e capacidade de realizar pulos extraordinários, chegando ao ponto dele se tornar tema de diversas obras de ficção.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BUNYIP



Para os aborígenes da Austrália, o bunyip (cujo nome significa demônio na língua nativa) é um animal fantástico do tamanho de um bezerro que vive em lagos e poços do outback, o "interior australiano".

O bunyip alimenta-se de seres humanos, dando preferência a mulheres. Seu grito pode fazer o sangue coagular. Acredita-se também que o bunyip cause doenças.

Do mesmo modo que o mapinguari brasileiro, não se sabe se o bunyip é apenas uma lenda ou um animal ainda não descoberto. Algumas teorias apontam como sendo o Diprotodon, uma espécie de vombate gigante extinta há 50 mil anos, quando os humanos chegaram à Austrália.

REI DOS RATOS



Rei dos ratos é um termo que determina um fenômeno lendário em que um certo número variante de ratos ficam presos uns aos outros pela cauda, colados por sangue, sujeira, gelo, excrementos ou simplesmente enlaçados. Supõe-se que os roedores unidos dessa forma cresçam ao mesmo tempo, experimentando uma calcificação nos ossos da cauda que acaba fundindo os animais para sempre. O número de ratos do fenômeno varia, mas rei dos ratos formados naturalmente por muitos ratos são raros. O fenômeno é particularmente associado a Alemanha, onde um maior número de casos foi relatado.

O mais antigo relato de um rei dos ratos data de 1564.

Pretensas espécimes de reis dos ratos são mantidas em alguns museus. O museu de história natural Mauritianum, em Altemburgo, Turíngia, exibe o maior rei dos ratos mumificado conhecido, com um total de 32 ratos entrelaçados, que foi encontrado em 1828 numa chaminé de um moinho em Buchheim.

Imagens de raio-X de um rei dos ratos descoberto em 1963 pelo fazendeiro P. van Nijnatten em Rucphen, Países Baixos, como publicado pelo criptozoologista M. Schneider, consistindo de sete ratos, exibia formações de calos nas fraturas das caudas, o que indicaria que os animais sobreviveram por um período extenso de tempo com as caudas enroladas.

O fenômeno pode ter escasseado quando o Rato-marrom (Rattus norvegicus) substituiu o Rato-preto (R. rattus) no século XVIII. Os avistamentos tem sido esporádicos na era moderna; o caso mais recente sendo a descoberta numa fazenda na região de Võrumaa, na Estônia em 16 de janeiro de 2005.